Blog Boteco da poesia


24/11/2010


Inconformidade
(Para o Dylan)

 
Traços de inconformidade são vistos em mim,
são sentidos nas minhas palavras,
nos esboços de meus sorrisos e olhares aflitos
dirigidos para o teu rosto, neto amado.
No teu mundo sem cor, sem brilho,
totalmente sombrio
não existe espaco para mim.
 
Tu continuas alheio a todos
em obediência ao silêncio
que te abraça e te detém.
É o meu maior suplício
essa fera maldita que te arranha,
te acua, te amedronta e te anula a voz.
É um tormento sem fim
ver-te tão perto e imensamente distante,
com o olhar perdido,
furtando-me o esplendor de ter
teus lindos olhos direcionados para mim.

Ai, meu Lovezinho! Quão imensa é a dor
que, agora, se abriga em mim...
Sem fim!
 
Chicago, 10.02.10
Direitos autorais registrados

Escrito por Mariza Brasil às 09h26
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