Blog Boteco da poesia


28/11/2008


A farsa (Indriso)
 
Segredos, mentiras, corpos nus
mais a farsa de outros lábios
que não te deixam me ver daí.
 
O amor fingido e interessado
que te mantém aí, longe de mim…
Não te iludas com beijos assim!
 
O meu constante, de ti, distante.
 
Eu sem calor no peito. Sem ti!
 
Chicago, 3.04.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: Obra de Pino, pintor italiano.

Escrito por Mariza Brasil às 01h26
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Amplitude (Indriso)
 
Através do meu peito arfante,
desabotoado, encalorado
e liberto de qualquer pudor,
 
te oferto minhas prendas
e te digo: São tuas. Eu as guardei
para ti, meu querido senhor!
 
Faze-as de teu alvo duradouro.
 
Toca-as com o teu amor!
 
Chicago, 25.11.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: "Mulher na janela" - Pintura chinesa.

Escrito por Mariza Brasil às 01h26
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Discordância (Indriso)
 
A discordância de nossos lençóis,
caminhos, pontos de chegada
te retraem. Sê ousado e ligeiro!
 
Não te detenhas dos amanhãs
de nossos corpos aquecidos, enlaçados,
apaziguados e bastos de desejos.
 
Mãos, olhares, momentos e bocejos.
 
Tu e eu: o amor não passageiro.
 
Chicago, 26.11.08
Direitos autorais registrados
Imagem: Extraída do Google norte-americano.

Escrito por Mariza Brasil às 01h25
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Vestígios (poesia subliminar)
 
Sensações momentâneas.
Ocaso, um caso, desejos.
Vestígios de uma constância.
 
Sensações
ardidas me vêm das
momentâneas
visões de uma figura que o
ocaso
me traz e me agito.
Um
palpitar desinquieto retumba e revivo o
caso
de amor que findou, mas me deixou
desejos
intensos pelo vulto que me ronda,
vestígios
da mão dele em mim e a dor que me lancina
de
verdade e não querem ir-se daqui…
Uma
ausência doída que me oponho à sua
constância
e peço: Ai! Traga-o de volta para mim!
 
Chicago, 21.05.07
Direitos autorais registrados.
Imagem: "Suspiros" - Obra de Tomasz Rut, pintor polonês.

Escrito por Mariza Brasil às 01h23
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Só mais uma vez
 
Só queria ver-te uma vez mais.
Queria ver se os teus olhos
ainda são azuis como
a profundidade do mar,
ou, se a minha ausência os turvou
e escondeu o azulíneo sem par;
se o mar revolto continua igual à tua pessoa
e faz teus cabelos voarem
juntos com os tantos sonhos
que tu sonhas sem mim
e te perguntar se os teus dias
são ruins depois que eu parti?
 
É profundo o desejo que tenho
de beijar-te de novo
e sentir na tua boca
o gosto da saudade,
mais o teu ardor sem fim,
que me darão a certeza
de ainda ter o meu nome nela
e nas noites, de olhos cerrados, 
tu sussurras:
Querida, mais uma longa noite sem ti!
 
Chicago, 4.04.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: Extraída do Google norte-americano.

Escrito por Mariza Brasil às 01h22
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