Blog Boteco da poesia


10/10/2008


Aos meus nobres e fiéis amigos!

Grata por suas presenças e leituras. Seus comentários são bálsamo para a minha inspiração, que ora se encontra capenga de qualquer palavra. Fiz uma seleção para estar à altura do excelente gosto e conhecimento de vocês e espero que agrade a todos. Novas postagens só serão feitas após o meu regresso ao Brasil, mas não deixarei de os ler também e apreciar a afinada inspiração de cada um e aplaudi-los, além de continuar a ser a devotada amiga e admiradora.

Um beijo na alma de cada um e que a Santíssima Trindade os proteja sempre e suas respectivas famílias.

Até breve!

Mariza

Escrito por Mariza Brasil às 13h07
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Súplica outonal
 
Tuas cores outonais
te deixam inebriante.
Ó outono, deite em mim neste instante!
 
Chicago, 23.10.07
Direitos autorais registrados.
Imagem Extraída do Google norte-americano.

Escrito por Mariza Brasil às 12h23
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Persistência
 
Estrada coberta de folhas secas.
Resquícios do grande amor
que o tempo desidratou, mas não findou.
 
Chicago, 4/06/07
Direitos autorais registrados
Imagem: Extraída do Google norte-americano.

Escrito por Mariza Brasil às 12h22
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09/10/2008


 

Ainda
 
Disse-me ele num fôlego apenas,
como se exaurido estivesse,
mas com aparente passividade:
Ainda é tu e sempre será tu
e o mesmo amor em mim enraizado
que se renova em todos os dias,
embora com cheiro de passado.
 
Amor que procuro fazê-lo parecer 
pequeno mesmo quando dentro de mim
se faz tão imenso.
 
Procuro não ouvi-lo quando se manifesta
para não sabê-lo tão potente e vasto
dentro da minh’alma já cansada,
 
pois, pede-me ela trégua para se refazer
de tanto bem-querer para não ficarmos
nas noites acordados e solitários,
não obstante eu tenha procurado,
sem encontrar, um abrigo caloroso
onde amenizar o amor
ao qual estou encadeado.
 
Diz-me também: Morrerei procurando
saber a dimensão
desse meu amor e, atarantado,
depois de ir-me de aqui,
mais ainda te amarei,
senhora da minha vida e meus dias,
porque até na minha eternidade
também estarei sem ti.
 
É que foi escrito para ser assim.
 
Chicago, 22.08.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: Foto de Hani Amir.

Escrito por Mariza Brasil às 13h06
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Singularidade
 
Tu és único e absoluto,
sem rivais no meu mundo.
Este amor de empatia e cumplicidade
me fascina, me completa,
me embeleza e me traz grande vivacidade.
 
Seria perda de precioso tempo
eu ir à procura de tua semelhança
se sei que nenhum traço de familiaridade
encontrei nos homens que olhei
pelos caminhos e ruas que já caminhei;
nos mundos estranhos que eu pisei
e não me lembro de ter visto similaridade
ou amado com esta sinceridade.
 
Com o coração agitado
e meus olhos em ti fixados,
reafirmo-te muito feliz, firme,
a mais pura de minhas verdades:
Para mim, nenhum é igual a ti, minha afinidade!
 
Chicago, 17.02.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: "Somente nós dois" do pintor Sabzi.

Escrito por Mariza Brasil às 13h00
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Esse tal assim
 
Meus olhos giram em torno
do fim tão longinqüo do agora,
do enfim, de mim,
e, de um modo ou de outro,
me fazem ver o que eu esperava.
Encontro-me com a saudade
e começamos a conversar.
Fala-me ela das emoções,
da desobediência deste amor e de ti.
Mantenho-me pensativa e vejo
que me perdi da realidade,
me dispersei da vontade e propósitos
quando te conheci.
 
Assim me convenço do tempo parado
que atrapalha tanto,

me deixando nesta intolerância

que me traz a espera,
causando-me tanto espanto
e eu queria muito que os meus olhos
não se perdessem pelo mundo
à procura da razão deste algo imenso
que não coube de todo em mim…
Imenso de um tanto que me deixou assim:
Cometendo a loucura de pedir a saudade
para me falar mais um pouco de ti.
 
Chicago, 15.02.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: "Mistérios do amor" do pintor Szabi.

Escrito por Mariza Brasil às 12h59
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O tempo e o vento
 
O tempo se escapou de nós dois,
se aborreceu, apostou corrida,
correu, nos venceu e foi embora!
Não olhou para trás nem chorou
e nós dois não percebemos
como e quando isso aconteceu.
 
Pensei que o tempo passado retornasse
trazendo a nossa vida que se foi junto dele
e acredito que o velho amigo vento
se compadece da minha angústia,
mas parece já cansado
de ficar soprando lá na praça,
fazendo redemoínhos, levantando poeira,
derrubando mesas e cadeiras,
soprando forte a sujeira,
fazendo de conta que dá ordens ao tempo
para acabar com a pirraça
e te trazer de volta.
 
Eu ainda atordoada pelos fatos,
mesmo depois do longo e cruel tempo
estagnado entre nós dois,
evito de proximar-me da janela
para não te procurar além da vidraça
e somente encontrar o vazio imenso,
igual ao da minha vida de agora
como se já não me bastasse
a longa penitência que vivo sem ti
neste mundo tão sem graça.
 
Chicago, 30.01.08
Direitos autorais registrados.
Imagem: Foto de Radeck Tezaur.

Escrito por Mariza Brasil às 12h54
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Constância
 
Tormentas que o tempo trás
através do navio da vida.
Ai! Quantas saudades doídas!
 
Chicago, 20.09.07
Direitos autorais registrados.
Imagem: Obra do pintor John Bampfield.

Escrito por Mariza Brasil às 12h52
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Conseqüências
 
As lembranças trazidas por tua ausência
revigoram a minh’alma
mesmo sem a tua presença.
 
Chicago, 20.11.07
Direitos autorais registrados.
Imagem: Extraída do Google norte-americano.

Escrito por Mariza Brasil às 12h52
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